
Observatório Latino-Francês de Criminologia e Estudos Penais

OLCEP
O Círculo
Vivemos em um mundo no qual a exposição se tornou imediata e os contatos, incontáveis.
Mais raro é o tempo dedicado à escuta, ao confronto de perspectivas e aos encontros que deslocam o pensamento, obrigam-no a se precisar e, por vezes, o transformam.
O Círculo do Observatório Latino-Francês de Criminologia e Estudos Penais nasceu dessa convicção.
OLCEP - O Círculo
Constitui um espaço de colaboração científica em torno das questões penais, mas se afirma, sobretudo, como um lugar de diálogo intelectual construído ao longo do tempo.
Sua vocação começa onde termina a das redes sociais.
Na confluência entre a pesquisa e a prática, a universidade e as instituições judiciais, o direito e as disciplinas que contribuem para compreender o fenômeno criminal, o Círculo estabelece pontes entre a França e a América do Sul. Pesquisadores, magistrados, profissionais e especialistas colocam em diálogo suas experiências, suas tradições jurídicas e seus respectivos campos de atuação.
Dedica-se especial atenção às trajetórias de mulheres no direito, na justiça, na pesquisa e nas atividades de campo, com o propósito de dar visibilidade a perspectivas e promover intercâmbios que frequentemente permanecem em segundo plano.
O Círculo privilegia, assim, a qualidade dos vínculos científicos em vez da multiplicação de conexões.
Um projeto nem sempre começa com uma ideia.
Às vezes, começa com um encontro.
Nossa ambiçãoion
A pesquisa científica tem suas formas, seus espaços e seus rituais: congressos, artigos, livros e missões acadêmicas. Todos são indispensáveis.
No entanto, algumas questões exigem outros espaços para ganhar forma.
Colocar os saberes em diálogo com as situações concretas, os conceitos com as realidades.
01
Investigar para além das fronteiras
Colocar uma pesquisa em diálogo com outros sistemas, outras práticas e outras perspectivas, fazendo emergir novas questões e deslocando os olhares.
02
Promover a circulação de atores
Criar as condições necessárias para viabilizar deslocamentos, convites, estadias e encontros entre a França e a América do Sul, permitindo que uma pesquisa saia de seu contexto de origem e se enriqueça com outras experiências, para além do ambiente universitário.
03
Transformar a pesquisa em ação
Do auditório ao estabelecimento prisional, da perícia ao assessoramento institucional: permitir que os saberes assumam novas formas e encontrem novas aplicações junto aos atores que deles necessitam.
05
Preservar os vestígios
As violências deixam marcas nos corpos, nos territórios e nas instituições. Compreendê-las exige também inscrevê-las nas memórias coletivas. O Observatório coloca em diálogo pesquisas, arquivos e experiências vividas para documentar e transmitir aquilo que deverá poder ser compreendido no futuro.
04
Criar novos espaços de encontro
Colocar o direito penal em diálogo com a medicina, a arte, o patrimônio, a história e outras formas de conhecimento. Ampliar as perspectivas para fazer emergir objetos de estudo e questões que nem sempre encontram espaço nos quadros intelectuais tradicionais.

